Com 1 GW chamada para geração própria será um sucesso

Simple Energy Post, 20 de Abril de 2015

A Portaria 44 do Ministério de Minas e Energia abriu a perspectiva para o óleo diesel entrar na contratação de geração própria. Com essa possibilidade há 1,7 GW de capacidade instalada que poderão entrar na forma de geração distribuída para reforçar o sistema, segundo a Cogen. Contudo, se o país conseguir viabilizar 1 GW essa medida já poderá ser considerada bem sucedida na visão da Simple Energy, a consultoria que iniciou os estudos para se introduzir a contratação da energia a gás natural fora do horário de ponta.

Os valores de R$ 1.420,34/MWh para geração a diesel e RR$$ 792,49/MWh para o gás natural – além do teto regulatório do PLD para as demais fontes – foram considerados interessantes. Contudo, o retorno, explicou o sócio diretor da Simple Energy, Braz Justi, dependerá do grau de maturação do projeto internamente. Mas, no geral, disse ele, esse nível de remuneração servirá para qualquer tipo de situação de geradores próprios.

“No modelo que desenvolvemos chegamos à viabilidade do gás natural, mas com a portaria 44 entraram também os geradores a diesel. Com a ampliação das fontes de geração aumentou o leque de possíveis clientes com quem poderemos trabalhar”, afirmou o executivo à Agência CanalEnergia que se mostra otimista com o avanço dos negócios decorrentes da geração própria.

Aliás, com a redução do PLD à metade do ano passado, contou Justi, o cliente que havia encomendado o estudo estava receoso de que o trabalho feito para viabilizar o modelo perdesse validade. O que não ocorreu porque a solução foi a remuneração via Encargo de Serviço de Sistema, uma vez que havia o limite do PLD. Com a regulamentação por meio do artigo 5º da portaria, a viabilização estava garantida.

Na ideia original, disse o executivo, a Simple, que possui uma empresa de consultoria e uma comercializadora ficaria com a responsabilidade de liquidação. Mas, com a definição da distribuidora como a agente liquidante do processo a empresa perderia essa atividade, compensada de certa forma com a possibilidade de entrada dos geradores a diesel. E como esses geradores próprios precisam de uma estrutura para atender a essa nova geração ampliada, a empresa viu a perspectiva de expandir seus negócios.

Para isso, disse Justi, a Simple organizou uma estrutura tripartite, ficando com a expertise regulatória para viabilizar o negócio, um parceiro logístico entrou com a responsabilidade de gerenciar a questão do combustível e uma terceira empresa para a operação e manutenção. Até porque, lembrou, cada um desses pilares é importante em função desse consumidor ter a capacidade de gerar energia apenas 3 horas por dia, agora podendo ser o dia todo, que são coisas bem distintas.

Outra perspectiva, apesar da portaria estabelecer a data de 18 de dezembro para finalizar os contratos da chamada pública que será feita para a geração própria, é que a medida pode ser postergada. Com essa possibilidade é viável até mesmo a ampliação dos negócios para a aquisição de geradores adicionais onde o cliente mantém um equipamento para atender seu suprimento regular além de ter outro adicional para operar por 24 horas e jogar a energia na rede.

 


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