Baixa geração de hidrelétricas deve impactar tarifas em 2017

Simple Energy, 17 de fevereiro de 2017

Os reajustes de tarifas de eletricidade a serem calculados em 2017 deverão levar em conta o repasse de custos aos consumidores para bancar um déficit de geração hidrelétrica previsto para o ano, o que obrigará as distribuidoras a comprar energia mais cara no mercado spot para atender aos clientes.

A proposta foi apresentada pela diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta terça-feira, e deverá ser alvo de uma audiência pública a ser aberta nos próximos dias.

O risco de geração hidrelétrica inferior aos contratos era anteriormente assumido pelos geradores, mas mudanças na regulação em 2013 e depois em 2015 passaram os custos de um eventual déficit hídrico ao consumidor.

A Aneel estimou que as hidrelétricas devem gerar em 2017 cerca de 84 por cento de suas garantias físicas, que é o montante de eletricidade que elas podem vender no mercado.

Isso significaria um custo de ao menos cerca de 10 bilhões de reais para as distribuidoras com a compra de energia para compensar o déficit no ano.

As tarifas deverão incorporar repasses suficientes para custear cerca de 50 por cento desse custo das distribuidoras com o risco hidrológico, chamado de “GSF” no jargão técnico, segundo a proposta da agência reguladora.

Após a audiência pública, a diretoria deverá voltar ao tema para definir o “tratamento tarifário da previsão do risco hidrológico”, segundo a Aneel, que ainda não apresentou projeções de impacto nas tarifas.

 

Fonte: Secretaria de Energia e Mineração do Estado de São PauloSite externo.

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