Novos parâmetros de CVaR trarão bandeira amarela em 2017

Simple Energy, 24 de março de 2017

A alteração dos parâmetros de aversão ao risco do modelo CVaR, cujos novos índices serão utilizados a partir de maio, deverá levar a uma antecipação do despacho térmico e, consequentemente, ao acionamento da bandeira amarela pelo restante do ano. A estimativa é corroborada pela perspectiva de elevação do PLD entre R$ 50/MWh a R$ 100/MWh feita pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica. E, a depender da hidrologia, a vermelha poderá ser adotada.

O superintendente de Regulação dos Serviços de Geração da Aneel, Christiano Vieira da Silva, acredita na manutenção dessa sinalização tarifária pelo restante do ano. Contudo, ele disse que ainda não é possível afirmar se será necessário chegar à bandeira vermelha em 2017. “Continuando com os parâmetros que temos hoje, a sinalização é de bandeira amarela e isso é importante porque o sistema antecipa o sinal de energia mais cara e permite que o consumidor adote conduta mais racional por conta dos preços”, comentou ele em evento realizado pela Thomson Reuters.

O gerente de preços da CCEE, Rodrigo Sacchi acrescentou ainda que a elevação prevista com os novos parâmetros é o resultado da busca pela redução do distanciamento entre o preço versus a operação real do sistema. A perspectiva de preços mais altos do PLD com a sinalização de mais despacho térmico, contudo, deverá trazer ao sistemas as térmicas de CVU mais baixo. “Consequentemente, teremos uma trajetória de armazenamentos mais elevados e mais segurança de fornecimento”, disse o executivo da CCEE. “Com a antecipação térmica mais barata podemos reduzir a participação das mais caras, e apesar do preço mais elevado no inicio, teremos menor variação de valores”, acrescentou ele.

De acordo com a assessora da diretoria da EPE, Angela Livino, a revisão dos parâmetros do CVaR e a própria futura adoção da SAR tem como objetivo trazer um custo mais real ao dia a dia da operação do sistema. As mudanças visam capturar esse perfil de risco do operador. Essa perspectiva de evolução de modelos de risco tendem, de fato, a levar a preços mais altos. Agora, acrescentou é importante que o país caminhe para um modelo que capture adequadamente a operação futura, com a maior presença de  fontes intermitentes.

Além disso, a alta de 2,45% nas contas de energia fez com que o grupo Habitação fosse um dos líderes entre os que mais impactaram o IPCA-15 de março, que teve variação de 0,15%. A energia elétrica foi responsável por 53% do índice, divulgado nesta quarta-feira, 22 de março. O Grupo Habitação saiu de uma variação de 0,18% em fevereiro para 0,64% em março. A alteração da bandeira verde para amarela desde o início do mês, com o consumidor pagando R$2 a cada 100kWh consumidos, é a justificativa para alta nas contas.

O IPCA-15 de março ficou bem abaixo do registrado no mês anterior, de 0,54%. Desde março de 2009, quando o índice ficou em 0,11%, não havia registro de resultado mais baixo para o mês. Sem os efeitos dos reajustes das mensalidades escolares, o grupo Educação teve variação de 0,87%, menor que os 5,17% do mês anterior. Para o cálculo do IPCA-15 os preços foram coletados no período de 14 de fevereiro a 14 de março de 2017 e comparados com os vigentes de 13 de janeiro a 13 de fevereiro de 2017.

 

Fonte: CanalEnergia Site externo.

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