Medo de apagão derruba a bolsa

Simple Energy Post, 20 de Janeiro de 2015

Segundo matéria publicada pelo jornal Correio Braziliense, o corte de fornecimento de energia determinado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) em várias regiões do país atingiu em cheio o mercado financeiro. O temor de racionamento fez a Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) despencar 2,57%, com ações de empresas de eletricidade e de companhias de setores altamente dependentes de energia, como petroquímicas e siderúrgicas, liderando as perdas.

Além do impacto em setores específicos, os investidores temem, sobretudo, o efeito devastador que uma crise energética terá no ritmo da já combalida atividade econômica. Para muitos analistas, um racionamento de energia elétrica poderá representar uma perda de um a dois pontos percentuais na variação do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano. Como a expectativa de crescimento do país é de apenas 0,38%, conforme pesquisa divulgada ontem o Banco Central, isso significa que a economia brasileira mergulharia numa recessão severa.

O mercado já operava em baixa desde o período da manhã, reagindo às notícias de aperto de crédito na China, que provocaram queda dos papéis da mineradora Vale. Quando as notícias sobre o corte de energia chegaram aos terminais dos operadores, já na reta final do pregão, a tendência de desvalorização se acentuou de forma dramática. As ações de distribuidoras despencaram. O índice setorial que mede o desempenho das empresas do segmento caiu 4,61%, com destaque para papéis de distribuidoras como CPFL, Light e Cemig, todas com quedas superiores a 6%.

Os investidores procuraram se desfazer também de ações de companhias que fazem uso intensivo de eletricidade, como petroquímicas e siderúrgicas. "É o medo de apagão", resumiu Luiz Roberto Monteiro, assessor de investimentos da Renascença Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários. Os papéis da Braskem desabaram 7,7%. A produtora de aço CSN perdeu 7,2%. Somente duas das ações que compõem o Ibovespa, principal indicador dos negócios, terminaram o dia em alta - Oi e Fibria.





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