Usinas solares lideram expansão da matriz elétrica brasileira em fevereiro 

Usinas solares lideram expansão da matriz elétrica brasileira em fevereiro 

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usinas solares
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A matriz elétrica brasileira continuou crescendo em 2026, com forte protagonismo da fonte solar. Em fevereiro, 16 usinas entraram em operação comercial, adicionando 743 megawatts (MW) de capacidade instalada ao sistema elétrico nacional, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). 

A energia solar fotovoltaica respondeu pela maior parte dessa expansão. Foram 14 usinas solares, que somaram 677 MW, o equivalente a 91,1% da potência adicionada no mês. O restante da expansão veio de uma usina eólica (59 MW) e uma pequena central hidrelétrica – PCH (7 MW). 

Os novos empreendimentos começaram a operar em três estados brasileiros: 

  • Rio Grande do Norte: 640 MW 
  • Minas Gerais: 96 MW 
  • Paraná: 7 MW 

O Rio Grande do Norte concentrou a maior parte da expansão mensal, impulsionado principalmente por projetos solares de grande porte. 

Janeiro também teve forte presença da energia solar 

A predominância da fonte solar não é uma novidade em 2026. Em janeiro, a expansão da matriz elétrica já havia sido liderada pelas usinas fotovoltaicas. 

No primeiro mês do ano, 11 usinas solares entraram em operação, somando 509 MW, o que representou 93,73% da expansão registrada no período. Além delas, também começaram a operar: 

  • uma usina termelétrica (20 MW) 
  • uma pequena central hidrelétrica – PCH (14 MW) 

Na distribuição por estados, os novos empreendimentos ficaram concentrados em: 

  • Minas Gerais: 409 MW 
  • Bahia: 100 MW 
  • Pará: 20 MW 
  • Paraná: 14 MW 

Expansão da matriz elétrica em 2026 

Com os resultados de janeiro e fevereiro, o sistema elétrico brasileiro acumulou 1.286 MW de nova capacidade instalada em 2026. 

Esse volume corresponde a 14,06% da expansão prevista para o ano, considerando a estimativa da Agência Nacional de Energia Elétrica de 9.142 MW de novas usinas entrando em operação ao longo de 2026. 

Atualmente, o Brasil soma 217.921 MW de potência fiscalizada, com forte predominância de fontes renováveis. 

Como está composta a matriz elétrica brasileira 

As fontes renováveis representam 84,73% da capacidade instalada do país, reforçando o perfil limpo da matriz elétrica brasileira. 

A participação por fonte é a seguinte: 

  • Hidrelétricas de grande porte: 47,7% 
  • Termelétricas: 22,53% 
  • Eólicas: 16% 
  • Solar centralizada: 9,92% 
  • Pequenas hidrelétricas (PCH e CGH): 3,19% 
  • Nuclear: 0,91% 

O avanço da energia solar, especialmente nos últimos anos, tem ampliado a diversificação da matriz elétrica e reforçado o papel das fontes renováveis na expansão do sistema elétrico brasileiro. Porém, impõe o desafio de equilibrar sustentabilidade com segurança energética.  

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