O Programa de Expansão da Transmissão (PET) e o Plano de Expansão de Longo Prazo (PELP), referentes ao Ciclo 2025 – 1º semestre, foram publicados com projeções para o Sistema Interligado Nacional (SIN).
O documento, divulgado duas vezes ao ano, reúne as obras de transmissão ainda não autorizadas ou licitadas e serve como insumo estratégico para o Ministério de Minas e Energia (MME), além de ser referência para investidores e agentes do setor.
O planejamento é conduzido pela EPE em articulação com MME, Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e Operador Nacional do Sistema (ONS), garantindo coerência entre decisões regulatórias, operacionais e de investimento.
Os estudos apresentados subsidiam a formulação do Plano de Outorgas de Transmissão de Energia Elétrica (POTTE), que consolida as obras a serem outorgadas.
Horizonte de planejamento
O PET considera apenas obras com necessidade até 2031, enquanto o PELP abrange projetos a partir de 2032, com caráter indicativo. Nesta edição, foram contemplados os estudos concluídos até maio de 2025.
Volume de investimentos
O total projetado alcança R$ 39,1 bilhões, distribuídos da seguinte forma:
- R$ 22,4 bilhões (57%) destinados a linhas de transmissão;
- R$ 16,7 bilhões (43%) aplicados em subestações.
Do montante, R$ 29,6 bilhões (76%) correspondem a investimentos em instalações licitatórias, enquanto R$ 9,5 bilhões (24%) são referentes a instalações autorizativas.
Quando observada a natureza dos empreendimentos, R$ 11,1 bilhões (28%) estão vinculados a obras de escoamento de geração e ampliação de interligações. Já R$ 28,0 bilhões (72%) visam o atendimento aos mercados regionais.
Distribuição geográfica
O investimento total de R$ 39,1 bilhões se divide entre os submercados do SIN da seguinte forma:
- Sudeste/Centro-Oeste: R$ 18,6 bilhões (48%);
- Sul: R$ 13,3 bilhões (34%);
- Norte: R$ 4,0 bilhões (10%);
- Nordeste: R$ 3,2 bilhões (8%).
Expansão física prevista
Em linhas de transmissão, o investimento de R$ 22,4 bilhões deve resultar em cerca de 8,4 mil km de novas linhas. Desse total, R$ 21,4 bilhões (95%) correspondem a obras licitatórias.
Já nas subestações, os R$ 16,7 bilhões devem proporcionar uma expansão de aproximadamente 61,1 mil MVA, sendo R$ 8,3 bilhões (49%) em empreendimentos licitatórios.
Próximos leilões
A perspectiva para as licitações indica que R$ 7,0 bilhões (24%) devem ser contratados já no Leilão de Transmissão 004/2025. Os demais R$ 22,6 bilhões (76%) estão previstos para leilões a partir de 2026.