Custo de energia ameaça empresas do Nordeste

Simple Energy Post, 29 de Outubro de 2014

Segundo matéria publicada pela Exame no dia 25 de outubro, o fim dos contratos de energia com a Chesf, do grupo Eletrobras, poderá comprometer a operação de sete grandes empresas instaladas no Nordeste: Braskem, Ferbasa, Dow, Mineração Caraíba, Paranapanema, Gerdau e Vale. Hoje essas empresas são abastecidas diretamente pela estatal e pagam em média R$ 100 pelo megawatt/hora (MWh). Entretanto, a partir de 1º de julho de 2015, elas terão de comprar essa energia no mercado por um valor bem mais alto.

O problema das empresas surgiu em 2012 com a MP 579, que antecipou a renovação das concessões das hidrelétricas. Para baratear a conta de luz do brasileiro, o governo federal decidiu dividir a energia das usinas em cotas para entregar às distribuidoras. Até agora, o mesmo não tem demonstrado nenhuma intenção de manter os contratos com as empresas. Em nota, afirmou que a energia será entregue até 30 de junho de 2015.

O assunto poderá parar na Justiça. Uma das justificativas das empresas para a continuidade do abastecimento é que o contrato não é de consumidor livre. As empresas estão enquadradas como consumidores especiais, mais próximos de um consumidor cativo, que não tem a energia interrompida, destaca Pedrosa.

Com o fim dos contratos, as empresas ficarão numa situação delicada. Dificilmente seriam atendidas por uma distribuidora já que o volume de energia consumido é alto - as concessionárias precisam informar com antecedência sua demanda de energia ao governo para a realização dos leilões.

Segundo o consultor da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), Danúbio Lacerda, o consumo dessas empresas corresponde a 700 MW médios, maior que a demanda do Estado de Alagoas.

Outra alternativa seria as empresas virarem consumidoras livres e assinarem contratos com alguma geradora. Mas, nesse caso, as empresas esbarrariam no problema da oferta de energia restrita devido ao baixo nível dos reservatórios, que também tem como efeito a elevação acentuada do preço do insumo.  

Em nota, a Braskem, principal afetada pela medida, afirmou que está tentando renovar os contratos a Chesf. "A companhia entende que o custo e a disponibilidade de energia são requisitos primordiais para a competitividade do setor industrial brasileiro."






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