O Mercado Livre de Energia segue ganhando tração no Brasil. De acordo com balanço divulgado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), mais de 13,8 mil unidades consumidoras migraram para o ambiente livre no primeiro semestre de 2025. O número representa um salto de 26% em relação ao mesmo período de 2024, quando 10.952 cargas aderiram ao modelo.
O movimento reflete não apenas o interesse crescente por preços mais competitivos, mas também pela flexibilidade de negociação que o mercado livre proporciona. Nesse ambiente, o consumidor pode definir preço, prazo, volume, sazonalidade e outros aspectos contratuais, tornando a gestão de energia mais estratégica e econômica.
Estados líderes na migração
Entre os estados com maior volume de adesões, o ranking é liderado por São Paulo, com 4.129 unidades consumidoras. Na sequência aparecem:
- Paraná – 1.526
- Minas Gerais – 1.181
- Rio Grande do Sul – 988
- Santa Catarina – 630
- Bahia – 571
- Ceará – 497
- Pará – 445
- Goiás – 373
- Pernambuco – 353
Setores que mais aderiram
A CCEE também destaca a mudança no perfil das novas adesões. Em 2025, o setor de serviços lidera com folga, somando 4.407 cargas – um crescimento de 64% frente ao mesmo período do ano passado. O comércio ocupa o segundo lugar, com 2.558 unidades.
Além desses, segmentos como alimentos (1.402 migrações), manufaturados diversos (1.328) e saneamento (1.122) também apresentam destaque, evidenciando que a transição para o mercado livre está se espalhando por diferentes ramos da economia.
Por que esse movimento está acontecendo?
A principal explicação é a abertura do mercado livre iniciada em janeiro de 2024, que permitiu a entrada de consumidores com demanda inferior a 500 kW, desde que conectados em média ou alta tensão. Essa flexibilização ampliou o acesso a empresas de menor porte, que agora podem aproveitar os benefícios antes restritos a grandes indústrias.
Com mais consumidores livres, a tendência é que a competitividade aumente, trazendo oportunidades de redução de custos e maior previsibilidade orçamentária para empresas em todo o país.