A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) encerrou em 14 de novembro o processo de cadastramento para os Leilões de Reserva de Capacidade de 2026 com um resultado expressivo: 368 projetos inscritos, somando 125 GW de potência instalada. O movimento reforça o interesse do setor em contribuir para a segurança e a flexibilidade do sistema elétrico brasileiro.
Diversidade de fontes e grande concentração no Rio de Janeiro
O primeiro certame, voltado a termelétricas a gás natural, carvão e hidrelétricas, recebeu 330 propostas, que juntas representam 120,3 GW. A maior parte dos empreendimentos está concentrada no Rio de Janeiro, responsável por cerca de 59% das inscrições.
Entre os projetos cadastrados, destacam-se:
- 311 usinas a gás natural, somando 112.870 MW
- 3 projetos a carvão, com 1.440 MW
- 16 ampliações de térmicas já existentes, que adicionam 6.076 MW
Esse leilão está marcado para 18 de março de 2026 e ofertará oito produtos, com entregas previstas entre 2026 e 2031. Os contratos terão duração de 10 anos para usinas em operação e 15 anos para novas instalações ou ampliações.
Óleo e biodiesel também em pauta
O segundo leilão, exclusivo para usinas a óleo e biodiesel, registrou 38 projetos, que totalizam 5.890 MW. A composição é equilibrada:
- 18 empreendimentos a óleo, com 2.343 MW
- 20 projetos a biodiesel, somando 3.047 MW
A disputa ocorrerá em 20 de março de 2026, com três produtos disponíveis. Os contratos terão prazos diferenciados: 3 anos para óleo e 10 anos para biodiesel.
Etapas seguintes
Embora o número de inscrições seja elevado, apenas os projetos que passarem pela análise técnica da EPE seguirão para os leilões. O resultado dessa etapa será divulgado em 3 de março de 2026, definindo quais empreendimentos estarão habilitados para competir.